PF investiga se malas apreendidas com R$ 1,2 milhão têm relação com campanhas eleitorais no PA

Mais de R$ 1,2 milhão foi apreendido em um táxi que levaria o dinheiro e duas pessoas para o embarque em um avião monomotor. A Polícia Militar do Tocantins fez a apreensão na rodovia estadual TO-050, entre Palmas e Porto Nacional, na região metropolitana. Mensagens trocadas no celular de um dos presos revelaram relação do dinheiro com político de Goiás. Aeronave, que estava à espera de embarque, sem plano de voo comunicado, também foi apreendida.
A Polícia Militar informou que o dinheiro estava dentro de um táxi, dirigido por José Carlos Pina Castelo Branco. Segundo o relato da PM-TO, encaminhado ao Mais Goiás, durante a abordagem ao Toyota Corolla de cor vermelha, os passageiros Elenilson Silva, de 49 anos, e Edilson Moura Porto, de 47, estavam com uma bolsa com R$ 30 mil. Durante a abordagem policial, foram feitas mais buscas. Outra mala e uma maleta foram encontradas.
Os policiais militares realizaram buscas pessoais e os presos não informaram a origem do dinheiro, o que teria gerado a desconfiança sobre crime eleitoral, prestes ao pleito deste ano. Pela suspeita, e por não conseguirem informar de onde o dinheiro era, foram encaminhados à sede da Superintendência Regional da Polícia Federal, em Palmas. Até às 15h30, quando o Mais Goiás entrou em contato com a Assessoria de Comunicação da PF, os depoimentos ainda não haviam sido coletados por completo.
A Polícia Federal já comunicou a situação à Justiça Eleitoral através de ofício. Fontes da corporação confirmaram que celulares foram apreendidos. A PM-TO informou, sem dizer o nome, que havia conversas entre um dos presos e um candidato de Goiás por meio de aplicativo de mensagens instantâneas. A Assessoria de Comunicação da PF, contudo, ponderou e deixou claro que os presos não quiseram desbloquear os celulares apreendidos e que apenas uma perícia, que já foi solicitada, vai esclarecer o conteúdo dos aparelhos.

AVIÃO
Uma aeronave monomotor, com capacidade para seis pessoas, também alvo de ação da PM-TO. A corporação chegou até o piloto, que aguardava os passageiros do táxi, e descobriu que não havia um plano de voo comunicado às autoridades para voar até Goiânia. Por isto, ele também foi levado à PF. Ainda não há detalhes do depoimento do homem.
R$ 500 mil
Esta não é a primeira apreensão de dinheiro em solo tocantinense nesta semana. Em Araguaína, foram apreendidos R$ 500 mil nesta segunda-feira (1º). Dois homens estavam na porta de um banco, quando foram presos pela Polícia Civil e encaminhados para a Polícia Federal, que também confirmou o prosseguimento das investigações sobre um crime eleitoral.
O caso se deve porque um dos presos, Luís Olinto, irmão do candidato a deputado estadual pelo PSDB-TO, Olintho Neto, soube justificar na hora de onde o dinheiro havia surgido. Em depoimento, Luís Olinto disse que os R$ 500 mil eram provenientes de uma herança, da avó dele e serviriam para comprar gado. A assessoria de comunicação do deputado informou que Luís é empresário, advogado e que todas as atividades que exercem são lícitas e não possuem vínculo com a campanha do irmão.

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